sábado, 10 de dezembro de 2016

Fugindo do Inferno

Fugindo do Inferno


Você viu a linda fotografia manchete internacional?
Em um barco, um homem barbado, o capacete de segurança branco em preto desenhado, vestimenta cinza, luvas grossas, colete salva-vidas vermelho e no fundo, além de um companheiro, o mar espumante, todo azul. Lindo!... Lindo!...

Você viu o mininim peladim de lábios rochim?
Ele ia num barquim singrando o Mediterranim e a mãinha dele.
Dois fugidins para a Europinha; O mininim ficou sozim.
A mãinha dele adernou no barquim vagabundim em que ela embarcou levando a ele no colim;
Eles queriam ser livres e conseguiram...

Su, su, vai naná, que mãinha vai orar.
Su, su, vai naná, se Deus quiser vai melhorar.
Su, su, vai naná, Papai do Céu vai ajudar...

Quem matou mãinha não foi o marzim; marzim não é mau; marzim é bom; marzim dá comida.
Matou mãinha foi água dos oins de sofrimento, de dor e medo daquele mundim desumano, que faz tudo penar.

Ao meu sofrer, maior dor não há!
Morre mãinha e filim fica a penar.
Porque tanto sofrimento?
Porque tanta dor sem razão?
Porque tanto abandono?
Desamor ladrão!...

Mas, você viu o meninim no colim do salva-vidas que o resgatou, não viu?
Você viu o meninim tão lindim de lábios azulim, rochim como a cor do céu?
Você viu o minim bonitim, tão inocentim, deitadim no colim do guarda, não viu?
                                                                                   
Na língua deles, mãinha é Fé; meninim Esperança; barquim Caridade. Você sabia?
Não, você não sabia nem sabe; parece que ninguém sabe disso...
Ninguém é culpado; não se ensina mais isso no mundim.

Mundim é virtual, prático, objetivo.


Josemar Alvarenga     BH 30/05/2016

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