sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O quê perdemos, o quê ganhamos

O quê perdemos, o quê ganhamos


Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte.
 (Matheus, 13-14)
Estranho iniciar homenagem póstuma a um agnóstico confesso com citação cristã do Evangelho = a boa nova. Contudo, homenagem pós-morte é fácil e até falaciosa, no grande contexto. Falar mal de alguém ou descrever reais fatos dos quais jamais poderá se esquivar é covardia.
Também, pelo mesmo acanho omitir dados ou suprir verdades é leviano. Enganoso. Nisso, a vida exaustiva, vigorosa de alguém muito honrado, amado e que prestou enorme contribuição à cultura, à humanidade, vira loas em citações sem sentido. Até desconexas àquele que a construiu, nela mourejou, por ali viveu com firmeza, até partir.
Marco Aurélio Baggio foi evangelista gladiador, esgrimista de palavras em hábil raciocínio articulado, pelo conhecimento vasto e inteligência de brilho. A boa nova que trazia compõe o cerne civilizador. Pedagogo nato. Professor de essência. Observador astuto. Arguto questionador. Poucos eu conheci com tamanha verve.
O semeador semeava. Sementes caíram à beira do caminho e pássaros as comeram. Outras, em pedregoso sem muita terra logo brotaram na terra rasa e, sem raízes, o sol as queimou e secaram. Outras caíram entre espinhos que, cresceram e sufocaram as plantas. Outras caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos, ouça! (Matheus, 4-9)
Refutava sem agredir, religiões e deuses da constelação cultural dos criadores do enganoso humano. Esse débil, enfraquecido de princípios, condenado por sua essência animal. Somos sociedade de culpados a pagar caro, por haver nascido.
O homem é humanizado como fruto do pecado e pecaminoso por conveniência de alguns, maculado pelo espírito ancestral. Pode? Mera obra mal interpretada, da evolução incompreendida, no conceito de Darwin e na filosofia e psicologia, evolutivas.
Religiões muito se empenharam para estruturar o humano vigente. As atuais ainda se penhoram há centenas, milhares de anos a ferro e fogo em bênçãos e guerras na sua “messe” ao privilégio de sua tese teológica, proveitosa de alguns.
Tese emanada de núcleos específicos, de comandos predestinados, com objetivos subliminares a determinados grupos “humanos”. Objeto à boa índole e de adestrar em submissão de obedientes bem intencionados, “os bem-aventurados mansos e humildes de coração”.
Todavia, se a aparente proposta é de paz, fraternidade e convivências, religiões trazem em seu bojo o germe beligerante da intolerância. Disseminam-se como cultoras do “deus verdadeiro e único”, aquele específico do aceite de cada uma e da intolerância aos demais e seus seguidores. Então, as armas explicam o disseminar da fé à conquista das almas convertidas ao imaginoso, do céu plácido ao tenebroso inferno de equívocas pregações.
Ora, o monoteísmo, grande avanço civilizatório, por facilitar teses unificadas ao comportamento de agrupar em humano. Homens são dependentes de sua neuropsique em sociedade biológica, carentes de referencial unificador de conduta comunitária. Precisam ser treinados em mais que domesticação, pois, ensinados devem usar o racional, a lógica e não só os reflexos às suas ações de civilizados.
Desde primórdios, religiões se edificam como móbile das tragédias humanas, das guerras, mortandades, escravocracias, holocaustos por atos e omissões ou compadrio ao poder em defesa de seus crentes, nos líderes alfa. Portanto, arsenal manipulador de adestrados obedientes, jamais de racionais, pensadores livres e conscientes.
O hábito é a segunda natureza do homem. Se disciplinado cria, molda o humano. Ora, por costumes milenares, são impostos hábitos deletérios ao ser humano. O que esperar de seus aprendizes? O atual humano é construção escrava da inferioridade do homem.
O homem nasce com o pecado original. Por isso, é pecador de origem e tem que se salvar pela e para a graça de Deus.
Somos civilização em percentil setenta e cinco abramista. Fé hebraica, cristã e islã bebem da mesma taça de origem da humanidade. Os ilumina o sol mesopotâmico de Gilgamesh, de Zoroastro, o Zaratrusta, Madeismo; alicerces ao Abrahão do norte da Mesopotâmia. De originar o Cristo dos Doze Apóstolos no Oriente Médio a conter os gentios hebreus; povo seqüelado, sofrido, salafrário, escravo, bandido, ladrão, adúltero, primo animalesco. Bem como ao Alah de Maomé, do contíguo arábico à redenção civilizada de tribos beduína, nômades animalizados, impiedosos guerreiros, tacanhos e rudes do deserto.
E lá, ainda se digladiam em mau exemplo como desiderato do mundo em guerras de princípio duvidoso, sem esperanças nem fim, cuja origem é humana; não no homem. Pois que, ardis advêm da tecné avançada em belicosidade de morte às crianças, mulheres, idosos indiscriminados. Sem apiedar-se ou condoer-se sob falsa liberdade e defesa étnica em bênçãos de seu deus salvador protegendo-lhes e as terras em vãs esperanças de bizarras intenções.
Contudo, em seus demiurgos alardeiam, cultuam e disseminam a origem religiosa no amor, na conciliarão e tolerância; balela.
Ora, a mentira, a estupidez é fruto humano. Homem é animal previsível, inocente, tolo, belo. Mais e próprio primata de estimação de alguns senhores, os iluminados da escolha essencial e que tornam àqueles, “humanos”. Adestrados sob comando de fé. Cometem impropérios em nome de seu deus, o salvador, misericordioso e único. Nessa fuga, cabe ao primata adestrado a culpa, pois, foi orientado pelo “enviado” e desobedeceu.
Nas três religiões, o predomínio da fé religiosa no mundo. Supedâneos da cultura ocidental. Contudo, no amor pregado, nos ensinos repassados em punições creditadas ao inferno ameaçador, nada põem preceito. Continuamos sociedades bugres. Somos gentios, primevo, como os de motivar as religiões. Os homens, animais diferenciados não perderam sua essência primata. A cada instante se degradam na origem, se embrutecem.
Somos inimigos dentro da mesma nave, apesar do discurso conciliador. Pisamos o mesmo solo, a casca de castanha Terra. Nós a dilapidamos. Destruímos seus recursos hídricos. Poluímos nosso habitat planetário. Tornamos exíguas as bases à vida. Ameaçamos o planeta e a nossa espécie. Isso é burrice. Animalesco. Soturno. Só concebível aos atoleimados. No entanto, são doutores, sapientíssimos, religiosos, os que nos governam ao caos.
Concomitantes, frequentamos templos e entoamos belos hinários. Citamos mantras providenciais. Ajoelhamos e batemos a mão no peito em miserere. A nós perdoamos em nome de um deus. Embora prossigamos lutas e desastres sob o mesmo salvador. Com freqüência, alocamos déspota para representá-lo. Do eleito, fazemos nosso títere e defendemos seu interlúdio dantesco. Afinal, pretensiosos. Só cremos em nossas bravatas políticas, econômicas, sociais apoiados na fé religiosa ou pseudocientífica.
Então, pergunta-se: Onde a ética? A religiosa vence? A científica também é incapaz, como demonstrou o século passado de guerras, do III Reich, de Nagasaki e Hiroshima. O humano mostrou-se e é inconseqüente.
Todavia, há que se achar nova trilha. Urge rever o referencial ao humano. Repensar a civilização.
Nada de pieguices. Menos ainda moralismo. Insanidades. Nada reacional nem anticlero ou malfadado expositor do equívoco dos deuses, bem como da certeza da ciência financiada aos interesses mesquinhos ou ilícitos. Ao homem consciente, novos caminhos.
Carece de atos maiores à razão e cidadania; à responsabilidade humana. Não ao imediatismo. Necessita-se de régia referência respeitosa à vida livre, independente do submisso, sem exploração equívoca do sistema e da humanidade. Insta a coexistência do cultivo ao homem humano; responsável por si, pelo seu meio, convivente. Entender-se mero passante por tempo finito neste planeta; não paraíso nem plataforma de conquistas do além. Nada mais que a nave de nos conduzir no espaço sideral finito em tempo n desconhecido e qualquer, além do nosso imaginário.
No ciclo biológico do relógio da vida no dia neste planeta, a espécie dita humana ocupa os últimos minutos das vinte e quatro horas desta existência. Quantas espécies por aqui passaram? Quantas deixaram e tantas nem vestígios? Caso, se renitentes, é provável não completarmos a volta, encerrarmos o ciclo. Então, os homens, mais um item dos extintos, graças aos humanos.
Fez o homem e ordenou: - Ocupai a Terra e dominai o mundo. (Gen.)
Ordem de validade vencida. Parte do processo civilizatório de conduzir o homem ao humano atual, destruidor do planeta Terra. Esse gentio iluminado de inconseqüências. Pretensioso e único, maior filho de Deus. Então, a tudo ele pode e a si ele permite inclusive desvarios como aleivosias sapienciais de crédulo de muita fé.
É preciso conduzir o humano à responsabilidade de si e ao planeta de, no mínimo deixá-lo como o encontrou. Não se destruir e jamais devastá-lo. Outros advirão da atual leva de homens. Olho de Horus, prêmios pós-morte são ilusões de antanho na concepção ancestre, em atual reforço da sapiência medieval.
Jamais colocar sua vida em mãos de outros. Sujeição unívoca, irreal de suposto independente? Culpar os pais, o governo, a sociedade, o poder pela sua desgraça de conduta? - programada na pedagogia social, depois cobrada como desvio. Fruto de sua inércia em despercebida vida? Vencida a escala, colocar tudo nas mãos, para a decisão de um deus? Isso carece de lógica, de sobriedade e seriedade. Assenta no antanho culto à fatalidade, à sina. Retira, por fé, a responsabilidade do responsável. Vida inimputável?
Baggio; um gozador, piadista inveterado de bem viver a vida com seus amigos e gozar a beleza da convivência. Exímio pregador, sem pose nem igreja formatada ou um deus espúrio, vitimado de perjuros. Tinha as salas de conferências, congressos, simpósios, a TV, seus livros para seus ensinares de libertar o homem. Torná-lo humano real. Fazer a humanidade mais in, mais consciente e consistente, responsável de si, por si em feliz grupo.
Tão convicto da humanidade. Certo no caráter maldoso do primata homem, a quem ele admoestava em defesa ao humano. Queria a cultura como acalanto desse animal a humanizar-se. Fazê-lo racional. Intectual sociável. Pertinente a esse e nele; o mundo.
Jamais transformá-lo por superstições ou enredos pretensiosos aos medos. Premiar ou punir alma nos medievais céu e inferno, ao domínio de alguns. Mais que isso merece a espécie. Além da soberba e da imposição de mando, o indivíduo merece a glória da sua própria vida. Cada qual merece a boa loa da sua existência em convívio social.
De família de migrantes italianos, aluno do religioso Colégio Arnaldo, celeiro de estudiosos e pensadores. Freqüentador dos jesuítas. Discípulo do maior filósofo do fim do século passado, padre Henrique Vaz, de admiração recíproca. Baggio filosofava, doutrinava, clinicava, ensinava e mais que tudo; aprendia.
Baggio acreditava no hábito da disciplina. Presumia que os textos, inclusive os não específicos doutrinadores, se devessem lidos. Existem obras e obras. As ruins podem não se prestarem à sua necessidade naquele instante. Contudo, servem a outro, por manifestos humanos.
A fé de Baggio; imensa na leitura, na cultura, no saber sem censura. Primordial meio de libertação, no conhecer que traz. Some à disciplina treinada na base familiar em princípio e nos meios culturais como fim. Adicione o hábito do questionar e do raciocínio.
Para Marco Aurélio Baggio, o homem é mau. A essência evolutiva desse primata onívoro, topo da cadeia alimentar, o define e qualifica. Humanizá-lo é aventura que nem sempre dá certo. Contudo, necessária à espécie.
De entender profundo a cartilha e a cultura ocidental. Nesse lago cultural, sua dedicação o fez detentor de um poder. Quase senhor da alma humana. Grande conhecedor do mito, o humano. E, mais que nós, da alma feminina.

Se na natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma. O mesmo acontece com a vida e suas expectativas. Os muito míopes em suposta desvantagem sobre os demais, pela limitação visual. Muito cedo, obrigados às pesadas lentes, grossas aos muitos graus. Então, se dedicam mais às pesquisas, às leituras que as atividades físicas. Se inteligentes, donos de mentes brilhantes, tornam-se magistrais. Marco Aurélio foi privilegiado intelectual, disciplinado, leitor dependente, envolvente, cheio de fascínios e de troças.
Marco Aurélio Baggio; mimetista que se metamorfoseava a cada instante na essência de compreender e aprender sem se deformar. Depois, passar conceito prático, seguro e dinâmico ao melhor do vivente. Pacifista e pacificador, embora parecesse belicoso, naquela voz imperativa de uma alma amiga e bem sã. Fazia-me senti-lo sertanejo, a quem tanto apreciava nas citações de Guimarães Rosa. Eu pude senti-lo nos sertões de Curvelo:
Eu sou eu e o urubu, rei dos ares.
Ora, era valente. Não o quero, pois, não foi e a mim mete medo; não me satisfaz o santo. História de santos é prodigiosa invenção, até grotesca. Crença na incapacidade do outro. Ou confiança demais na fé de ele ter. Dever-se-ia ter “mais amor e menos confiança”. Pois, fantasiosas, operosos relatos visuais e visionários; milagres aos crentes e piadas aos céticos. Bem os sei, os santos, motivo de os querermos referenciais humanos. Tiveram sim, vida exemplar. Contudo, diminuamos as tintas. Mostremos homens de superar adversidades com força e coragem. Lutadores bem orientados no tempo e espaço no seu meio. Centrados no humano. A humanidade não precisa de ET nem de OVNIS a nos colonizar, nos humanizando. O modelo é falido.
O cientista hebreu, Albert Einstein demonstrou a sua fé ao declarar:
Tudo é milagre ou nada é milagre.
Em seguida formulou:  E = mc2
Assim definiu e mudou o mundo.
Vós sois Deuses. (Ge 3:5; Salmo 82:6; João 10:34)
Então, Baggio ávido por conhecer. Pesquisador. Rato de biblioteca. Traça de livros. Bolor de manuscritos. Espectador do mundo. Ouvinte do melodioso e contemplador do belo. Expositor da síntese de seu próprio conteúdo. Esse homem questionou e pesquisou tudo de interesse ou que lhe caísse às mãos, em descobertas. Muito escreveu.
Homem sincero, sempre afirmava em conferências:
Todos repetem. Imitam. Nós copiamos tudo e sempre de alguém. Às vezes somos escarmentados. Outras passamos como sábios. Diminuímos, aumentamos, modificamos aquilo que nos chega e nos acrescenta. Vê Guimarães Rosa? Está tudo em Shakespeare. Repetem a Bíblia. Acho o Eclesiastes um dos livros importantes à humanidade.
De fato, assentado à mesa de palestras e conferências ou na assistência, sempre portava papel e caneta. Se o via atento, anotar tudo de lhe parecer agrado.
A nós, resta agradecer a oportunidade daquela convivência de amizade e de aprendiz. Obrigado a quem nos pôs juntos, nos permitiu encontros e a vosmecê, amigo Baggio, pela sua generosidade. Embora fique o sentimento egoísta do vazio no pleno, ao qual desejávamos em contínuo, sem interromper o acrescento de mais de vosmecê e suas nuanças; a Saudade.
Tem pior! Mais que morrer é viver demais; a alegria da vida, que é a ilusão, se dissipa com o tempo em lápide real. E a gente assiste como espectador; tudo passa sem que se possa algo. Tudo definido no script humano. É o modo próprio dessa vida e de nós, quando novos, tergiversarmos em levando, até sem se aperceber.
Confrontar a vida é feio. Por demais, ruim! Faz com que se perca o sentido dela. Então, se morre aos poucos estando bem vivo e com vontade louca de morrer. O pior é que não morre. Morte, só pelas mãos do criador? No mais, é pecado...
{...} Mas, você não morre. Você é duro, José! (C. Drumond de Andrade)
Todavia, o velho tem que morrer. A gente sabe demais ou mais que devesse. Tudo fica diferente. Sem compreensão por demais compreender e nada entender. Somos repetidos; os mesmos iguais, em tempos e lugares outros.
Nada há diferente por debaixo do sol e o homem só é; o mesmo. (Eclesiastes)
O que deixamos de usufruir?
Da alegria daquela convivência; um amigo.
Da vivacidade daquela crítica mordaz; um terrível observador arguto da alma humana.
Da sisudez informal de interpretação; um pensador livre apesar das citações. Contudo, do seu incréu a maturidade de sua independência, no ítalo brasileiro de berço cristão, educado em colégio tradicional de padres católicos, conservadores, educadores de incentivar o conhecimento e a pesquisa.
Do deboche construtivo; Tudo, oportunidade a sua crítica e tenacidade ao aprendizado.
Do olhar aberto para a vida; Cada qual constrói a sua e vive dentro dela com ela e por ela em visão até Zen.
Do atento crítico da Música Popular Brasileira; Conhecedor profundo da MPB, de Noel Rosa às atuais, suas traduções e significados; literário, político, psíquico, analítico, histórico e humano.
Do piadista da hora.
Do estudioso de física quântica e da partícula de Deus.
Do evolucionista das espécies, de Darwin, à psique humana.
Do devoto de Guimarães Rosa; Eu o assisti em lágrimas em citação do grande autor.
Do conhecedor profundo das obras do outro agnóstico; Umberto Ecco.
Do leitor e conhecedor crítico da Bíblia e da história das religiões; Achamos na sua biblioteca particular, dezenas de bíblias comentadas, da Torah Hebraica, Antigo Testamento Cristão às principais facções cristãs do Novo Testamento. Diversos livros sobre a história da religião dentre outros. Todos rabiscados em considerações.
Do crédulo incréu sem se contradizer, pois, descria das formatações de demiurgos, frutos do imaginar, da mediocridade do e ao domínio do humano pelos seus contemporâneos.
Do creu na ética em supedâneo independente do fundamento religioso e do pseudocientífico.
Enfim, perdemos um “mestre aos aprendizes de feiticeiro”. Uma enciclopédia da alma humana. Difusor do aprendizado ético para uma vida melhor. Um realista sem contumélias formatadas do moralismo tradicional de falso edificar o humano. Combativo da pseudociência e dos estabilizadores da escravocracia disfarçada em liberdade e democracia, em que a cultura ocidental se mete e teima em coexistir.
Sabedoria é saber levar a vida como ela é. Nela, a dor como o amor, incomoda, mas, passa. O ganho máximo dessas oportunidades se caracteriza pela perda constante do que amamos. Saber conviver com isso faz parte da sabedoria.
Baggio, só podemos agradecer-lhe a convivência. Se possível, gostaríamos de mais de vosmecê... Contudo, chegada à hora, quem viveu, viu e sentiu; viveu.
Aos que não conviveram, resta o consolo pelo não vivido no oportuno interpretar. Pode consolar-se na leitura da extensa, grandiosa obra de Baggio. Também poderá sentir, sorrindo pelo ganho, a sensação do vazio que se sente.
E, então, deliciar-se com o gostinho construtivo desta saudade imensa.



Josemar Alvarenga
alvarengajosemar@gmail.com

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